Aviso aos navegantes (que sei que vieram parar aqui por obra do Sr. Gooooooogle),
Isso não é um artigo histórico, nem merece tal interpretação. Cética quanto à verdade histórica em qualquer evento importante, eu, ainda em vias de terminar o curso de História, criei uma ficção em cima do feriado de 15 de agosto. O post figura entre um dos primeiros links do google já que tão pouca gente se dá o trabalho de escrever sobre esse tema. Se vocês relaxarem vão perceber que a finalidade maior do texto é o humor. Se vocês relaxarem mais ainda talvez consigam se divertir um pouco. O texto foi escrito há um tempo por mim, paraense (de Belém), e nem sinto vontade de retocá-lo. Já fui xingada de um monte de coisas (hehe) e continuo me divertindo toda vez que releio o texto e os comentários. Advirto: o mesmo cuidado que terão ao ler meu texto – essa peça bufônica, como queiram – tenham cuidado com a wikipédia ou qualquer livro didático. Recado dado.
Para quem mora no estado do Pará, não foi trabalhar hoje e nem sabe o porquê eis a explicação. Hoje é dia da Adesão do Pará à Independência do Brasil, o feriado de nome mais extenso pelas bandas do norte, só perdendo atualmente para a Adesão do Amazonas à Independência do Brasil e a Gravação do Novo DVD da Banda Calypso No Palco da Arena Yamada Não Perca.
É feriado para que a gente paraense possa refletir sobre a importância dessa efeméride no calendário regional. Em 15 de Agosto de 1823, alguns muitos cidadãos paraenses possuídos pelo calor demoníaco dessa cidade (que ainda não era das mangueiras assassinas), realizaram uma marcha a favor de uma urgente instalação de uma ventilação atlântica. As autoridades imprimiram rapidamente um edital de licitação e distribuíram entre seus parentes. Logo apareceram centenas de propostas completamente viáveis para a execução do projeto. Só não contavam com a falta de parcimônia dos cidadãos paraenses, que adeptos da moda francesa, só sabiam suar dentro das suas ceroulas e calçolas. Os mais prejudicados pela quentura causticante desses tristes trópicos, os militares fardados, resolveram ir à luta. Sem solução pacífica, o imperador D.Pedro I enviou a Belém o comandante inglês John Grenfell – que não quis dar entrevista – dono na época do maior conglomerado refrigerador dos cinco continentes e sete mares, para impor o modelo de ventilação imperial no Palácio do Governo. Ao chegar à Baía do Guajará em 11 de agosto de 1823, o comandante inglês arquitetou um plano para derrubar os portugueses, os piores empresários do ramo, porém revestidos de todos os direitos atribuídos pela Lei de Licitações. Comunicou, então, que trazia uma poderosa esquadra capaz de bombardear e destruir boa parte da capital paraense. Sr. Grenfell não contava com a adesão unânime dos cidadãos paraenses em bombardear não só Belém como a província inteira. O propósito inicial dos representantes da Câmara era acabar com o terrorismo, muito em voga na Belém da primeira metade do século XIX, e depois cavar uma enorme cratera do tamanho do Maranhão para construir um mega centro de convenções. Sendo assim, o Comandante Inglês não quis executar o plano anunciado, o qual era apenas um blefe, e para não perder viagem resolveu apenas testar seu novo sistema de refrigeração naval convidando com muito zelo aqueles militares fardados para o porão de seu brigue. Os jovens soldados estavam animados imaginando que partiam para um Cruzeiro nas Ilhas Gregas, presente concedido pela honrosa iniciativa de se atirarem nas ruas com gritos de revolução socialista contra a burguesia capitalista e o arrocho salarial. Quando perceberam as intenções do comandante Grenfell, começaram a gritar os mais notórios versos da canção Pecados de Adão “A sobrevivência marcando presença/ Na ausência desta solidão/Você calada no meio da multidãaao… Ai ieiê Oioiô Ai ieieieêe oi ei oi ioioioooooô”. Eram os gritos de agonia de duzentos e cinqüenta e seis jovens militares que participaram acidentalmente da primeira sauna coletiva paraense, visto que os marinheiros ingleses confundiram-se ao ler em português as embalagens de cal virgem e água fresca e despejaram a primeira para a total infelicidade e má degustação do contingente ali presente. Quem saiu vivo de lá ganhou a matéria de capa da Troppo da semana seguinte, que tratou, entre outras coisas, da importância dos radicais livres no organismo e da nova dieta do líquido verde. Read the rest of this entry »
Arquivado como:Senta que lá vem História
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