Dogs are everywhere

O cinema e suas impressões

Você pode assistir a Rambo III várias vezes, mas nenhuma será igual.

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Você encontrou um filme melhor que o livro que o inspirou? Não se espante. Compare o tamanho do investimento.

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Uma modelo ou coisa assim vira atriz. Ela passa um tempo tentando emplacar algo que a dê respeito. Depois que ela consegue provar que consegue atuar, o que mais ela pode fazer? a) engordar 7 kilos para dar sorte. b) fazer par romântico com o Tom Hanks. c) produzir o próprio filme e exagerar na interpretação, quase colocando tudo a perder. d) todas as alternativas anteriores.

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Nós, eu e você, iremos assistir o filme do Michael Jackson por quê? 1) O intuito era assistir Lua Nova, mas achamos que o protagonista de This is it estava pálido o suficiente para convencer como vampiro. 2) No cinema da sua cidade – não brinque com isso, muitas cidades tem apenas uma sala – só tinha vaga para um cartaz contendo gente fardada, então Che ficou de fora. 3) Rolou uma saudade do ídolo da minha tia de segundo grau. 4) Nós quisemos.

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A falta de talento para criar não elimina, de jeito nenhum, o talento para imitar. Graças a isso existe a palavra indústria antes de cinematográfica.

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2ahe3av

Há certos batizados especias: "Cadê aquele menino alguma coisa Depp, porra?"

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Obama News

“Ba-ra-que-o-ba-ma. (Pausa) Tenho um crush nele.” – M. C. F. ,15 anos aproximadamente, cabelos loiros aproximadamente, paulista aproximadamente.

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Comunidades dos Sonhos

Baseada em uma noite mal-dormida em que… bem, deixa pra lá, fiz brotarem duas comunidades-irmãs no Orkut destinadas a finalidade nenhuma, mas que serviriam para compartilhar experiências parecidas com a minha. Vamos lá.

Esqueci a Herança no Ônibus

 

“Pra você que acha que esse tipo de coisa só podia ter acontecido com você.
Conte como você esqueceu sua herança no ônibus.”

Esqueci a Herança no Elevador

 

“Porque depois de tê-la recuperado no ônibus, você tinha que esquecê-la em outro lugar.”

 

 

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O Grito do Ipiranga…

… foi de horror!

E Nostradamus disse…

Don’t worry, Beettle Juice is coming.

 

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Auto de Polícia #2

Bernardo é fichado por depredação 23/09/06

Pichações e mais pichações, que depredam a soma de patrimônios privados contidos na residência de Bernardo Chaar, 1 ano, foram praticadas por ele mesmo. Bernardo ligou para a polícia para se queixar dos maus tratos que já sofria há meses, dias e noites: ser retirado de frente do televisor. A polícia, ao verificar a chamada, encontrou outros indícios de criminalidade por todo canto. Verde e vermelho, azul e amarelo, rosa, preto e roxo. Pinturas grotescas, sem definição e critério. Ao ser questionado, Bernardo lançou um olhar evasivo para o horizonte. Logo em seguida tentou distrair as autoridades com truques baratos como o do ‘beijo’ e do ‘dançar com o dedinho pra cima’, mas não houve acordo, pois a perícia encontrou vários pitocos de giz espalhados, inclusive na mão do interrogado. Bernardo foi carregado pra dar explicações na delegacia. Chegando lá, ele se negou a falar sem a presença do advogado e mais alguns meses de vida. Teve direito a uma mamadeira e um telefonema. Enquanto esperava seu defensor, Bernardo começou a subir na mesa da autoridade máxima, a delegada, demonstrando que não sabe mesmo se comportar dentro dos limites da lei. Ao ser retirado, o pequeno meliante explodiu num choro, contornado só depois de uma hora e meia. Outrossim, a acusação não foi páreo para o argumento de que o pequeno é vítima do descaso com todas as suas vontades, que só algumas são atendidas e sob negociação explícita e contratual. Foi-lhe concedido o hábeas corpus, que ele quase engole se não fosse a intervenção de uma moça que atende por Mãe nas horas simples e Feia nas horas vagas.

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Auto de Polícia #1

Bernardo, o fugitivo, por Relatório Polícia 15/12/2005

Um bebê gordo, branco, estatura mediana, cabelos loiros, língua pra fora, cara de malandro fugiu da casa onde estava sendo vigiado hoje, 15/12/2005 por volta das 20h. A fuga foi possível graças à Babá modelo 2005, padrão vendedora da Avon, que enganou a todos mostrando catálogos de cosméticos e produtos plásticos tão inúteis quanto atraentes. O veículo utilizado era um carrinho azul marinho (sem placa) e os meliantes portavam uma sacola na qual um desenho de sapo verde, visivelmente lombrado, fazia apologia às drogas. Eles foram vistos deixando uma padaria de nome Fortaleza, atrás do shopping-caixote Iguatemi. Testemunhas afirmaram que entre uma arruaça e outra houve consumo de substâncias lícitas, porém perigosas em grandes quantidades: maizena, croissant e coca-cola. Após ter sido pego no flagra, o bebê, até agora tido como mentor intelectual da rebelião, revelou-se intransigente e violento. Só sossegou depois de sedado. O número de vítimas do choro dessa criança ainda não foi calculado, mas estima-se que o bairro todo do Comercio tenha sentido os abalos sísmicos que o bandido mirim perpetrava para sua mãe, uma jovem de 20 e poucos anos incrivelmente esclerosada. Já foi identificado e fichado. O pequeno é reincidente. Há inúmeras queixas de poluição sonora e vandalismo contra ele. “Chora mesmo!”, diz a secretária da vizinhança. “Ele puxou e derrubou meu sorvete”, disse uma vítima que de tão magoada preferiu não ser identificada. Seu estilo de atuação se assemelha ao de Ana Clara, a menina da mochila azul, mas a ligação entre os dois não pôde ser provada. O julgamento ocorrerá assim que possível e os advogados parecem confiantes. Os promotores estão exaltados: “Tem que pôr no chiqueirinho!”.

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Termos de Serviço. Eu Li!

O orkut lançou um dia desses, numa hora qualquer, um aviso na tela principal, pelo menos na minha, de que devemos ler com atenção os seus Termos de Serviço. Eu não sosseguei a mente enquanto não li o “Termos de Serviço”. Eu estava precisando saber a rigor até onde eu poderia ir no Orkut. Qual é o meu limite. Qual é o seu limite? Read the rest of this entry »

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série desabafos. #1

De Marcio Espoletinha para Cathinha Cinco Estrelas:

02.03.2006

Lá vem a Catinha com essa conversinha aprumada de que está apaixonada. Mó imbecil. Gente assim, como ela, tá na minha lista negra. Porque a Catinha, senhores, não faz nada que preste a não ser amaciar o assento de couro da sala com essa gordura que escorre periclitante da barriga para a coxa e no sentido inverso também. Agora, apaixonada é capaz dela começar a confeccionar aqueles corações bregas e botar de tapete na sala. E se ela topa esses breguessos, é capaz de qualquer coisa. Olha, francamente, eu to escrevendo aqui no desespeeeeero porque não supoooooorto quando ela quebra a cara e começa a chorar. São noites e noites em claro, bebendo água com açúcar, se esfregando nos corações que ela mesma bordou, murmurando os nomes mais estapafúrdios que nunca vi em gibi nenhum, Rosemildo, Wednerley, Jonjon. A mulher tem fases. A boa é quando ela se faz de vítima da ditadura da moda, da beleza, como ela diz. Desde que mudei pra cá, não enche tanto a paciência vê-la no fitness de vídeo ou na yoga de catálogo. Mas essa porra de amor é um verdadeiro enxame. Pano pra manga. Manga de roda. Roda de canhão.(pausa para tomar água e olhar para o horizonte) Não, olha, tenho que tomar uma providência. Vou me mudar. Vou para a casa da Carminha, na Alameda Analuzia, Perebebuí, nº 67, fundos, entrada pela farmácia. Bate palma quando chegar, tá, fófis?

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