Dogs are everywhere

Ano novo

“I know that it’s true
It’s gonna be a good year
Out of the darkness
And into the fire
I’ll tell you I love you
And my hearts in the strangest place
That’s how it started
And that’s how it ends”

(The Walkmen)

Tentaremos ficar bem bonitos em 2009.
E como diria Obama, Yes, we can!

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2008 já começou?

Em breve eu volto.

Beijo da dona

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125 anos de Pablo Picasso

Hoje é um dia de gala para arte, pois se celebram 125 anos da existência do pintor, escultor, desenhista, escritor Pablo Ruiz Picasso. É muito provável que você tenha na cozinha, na sala, no quarto ou mesmo no banheiro, uma rúbrica de qualquer cuspe que Picasso tenha dado. Eu tenho! Isso me faz pensar no que torna a marca de um pintor tão popular a ponto do mesmo quadro leiloado por zeros a perder de vista a um bilhardário de Wall Street também estar presente em milhares de casas, seja de rico ou pobre, na forma de réplicas, reproduções computadorizadas, fotocópias etc. Ok, são inpensáveis as influências e o legado artístico do espanhol. Agora, o talento e a assinatura de um artista se calcula mais pelo que fez, pelo que preconizou ou pelo que influenciou?

Picasso, sem dúvida, viveu o seu presente. Alguns o tomam como avant-garde. Problema disso é: como enxergar numa criação humana algo que não está em ligação vitalícia com suas tradições e vivências, quero dizer, com o presente? Se o que ele fez teve por conseqüência a gestação de uma nova escola artística, foi por ter produzido, com a intuição necessária, algo diferente do passado. Algo diferente do passado não quer dizer necessariamente a arte do futuro. Ninguém vive para o futuro. Os que o consideram vanguarda são pessoas que analisam a contribuição artística do pintor a posteriori, ou seja, no momento de consolidação da escola, da capacidade de influência e incentivo criativo a outros artistas, no tempo em que a arte está num raio tal que pode até ser considerada ecumênica. Alguns contemporâneos de Picasso não o entenderam, não o aceitaram. Não porque fossem incapazes ou alienados, e sim porque o novo, extremamente novo, tende ao fracasso se não atender a certos cânones. O que aconteceu com Picasso é que ele estava no tempo certo, no espaço certo. Os escombros das duas guerras mundiais estavam por toda parte. A sugestão histórica da reconstrução, não só concreta, civil e climática da Europa se estendeu aos costumes. A essa revolução se deu o nome de Modernismo. A alta patente intelectual européia estava encontrando seus meios para não dar permanência a lembranças do século XIX, ao imperialismo, ao etnocentrismo. Soma-se a isso um certo esgotamento financeiro para o patrocínio de pressupostos artísticos obedientes ao bom comportamento, diria vitoriano, dos apadrinhados por mecenato. Livres, bombardeados, os artistas tinham sangue de sobra para gastar em telas que matizassem o sofrimento da humanidade. Picasso e seus cubos transformaram, metamorfosearam feições humanas em traços feios, clamantes, desesperados. Guernica, sua tela mais famosa, escancara as cenas de um bombardeio infeliz ocorrido na ribalta da Guerra Civil Espanhola. Ao ser perguntado pela censura alemã sobre o quadro: “Você quem fez isso?”, respondeu “Não, vocês que fizeram”, exibindo com clareza seu posicionamento frente à destruição. Parece, então, que a fórmula é simples: usar o cotidiano para transpor os sentimentos contemporâneos em letras, imagens e sons. É, eu digo que é. Faça do jeito como souber. Não se preocupe com reconhecimento. Ninguém pode prevê-lo porque ninguém vive para o futuro.

“Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte.” (Pablo Picasso)

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21 de Setembro – Dia do Contra

Você sabia que hoje é dia do Contra? Você cruza com a sua sogra e … faz do contra, encontra seu patrão e… faz do contra. Pega seu café e … bebe do contra. Agora imagina se você já vive do contra. Hoje é dia de agir do contra do contra. Você pega suas contas e… paga. Vê seu quarto e… arruma. Olha para o tênis e… dá uma caminhada. Olha eu. Era para ser um dia normal, mas acordei torta, com dores de cabeça, inchaço na nuca. Fiz corpo mole para as tarefas, bobei pro filho, mandei os carnês às favas, tomei café sem açúcar, bati foto do pé da mesa. Enfim, marquei ponto integral no dia do Contra. É possível até que eu vá dormir cedo, a não ser que, pro dia terminar totalmente Do contra, eu assista tevê. E você? O que fez no dia do Contra? (Ler meu blog não vale como alternativa.)

 

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17 de Agosto – Duciomar Costa begins

Hoje é a noite de autógrafo do segundo livro de autoria do prefeito de Belém, Duciomar Costa, ‘Bicho-do-Mato – E as Luzes da Cidade’, às 18h, no Chalé de Ferro do jardim botânico Bosque Rodrigues Alves. Reunindo 23 histórias que se reportam à vida pública de Duciomar, a obra é uma mistura de autobiografia enriquecida com ficção, desenvolvida em 157 páginas e editada pela gráfica e editora Sagrada Família. (Retirado do Amazônia Jornal)

Uns dias atrás, eu tinha reparado num out-door escondido atrás de umas das árvores que circundam a Praça da República. O anúncio me convidava – e naturalmente a todos os belemenses, paraenses, brasileiros e terráqueos – a aguardar ansiosamente ao lançamento do livro supracitado, só não tinha a mínima indicação de quem era o autor. Fato curioso era o anúncio por trás dos galhos. Uma péssima estratégia de marketing, se pensado de primeira. Mas para efeitos práticos, decidiram colocar o bicho atrás da moita e que não tinha lugar melhor para ele ficar. Concordo plenamente. Publicitários espertos esses.

Então, “Bicho do Mato e as Luzes da Cidade” é assim. Uma obra daquelas cujo plantel na vitrine da livraria tem o efeito de fazer o povo passar, olhar estarrecido, achar graça e seguir caminho. Mesmo assim, o livro está à venda. O prefeito da cidade tenta vendê-los da seguinte maneira:

“Esse livro é um exercício de desnudamento da alma. (…) Uma conversa solta, serena. Conversa de caboclo. Conversa de bicho do mato.” [Contra-capa]

Essa é a folha de rosto do livro. Contém o histórico (não o escolar) do Dudu. Está pequena porque eu tirei do orkut, sabe? Alguém se atreveu a escaneá-la.

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Convite a ato ecumênico – o fim do mundo

Como todos sabem, o Fim do Mundo está chegando em todo o vapor, tipo o Titanic, com a tenebrosa data 06/06/06. Se tirar os zeros e as barras, temos 666, o já sabido número da maior peste indesejável que o homem já inventou (não, não é o iron maiden, mas também podia ser). Segundo Vlad Cunha, todos os códigos de barra tem 666. O que quer dizer que o Fim do Mundo está sendo anunciado todos os dias, em todos os lugares, nas mais variadas formas, embalagens e cores.
Nem é preciso dizer coisas como “ele vai te pegar” ou “você não pode perder essa”, porque o FDM é o evento mais divulgado e esperado de toda a humanidade, um marketing e tanto. Cientistas e Humanistas estão engajados na tentativa, em vão, de entender alguma coisa a respeito até que tudo se acabe. As pessoas não dizem coisa com coisa, lé com cré, cré com lé, assim assado e à priori. Veja um exemplo de insanidade pré-FDM:
Friko – Em Junho-04
“qd crianca eu assistia o chiptales, aquele desenho do tico e teco. nunca confiei nesses equilos…nunca confie em um esquilo que se veste como se estivesse em coconut groove ou fizesse parte do miami vice”.
“O Fim do Mundo”.
Serviço: Terça Feira, 06/06/06, hora indeterminada, qualquer lugar do planeta. Todos estão convidados.
Eu estarei fazendo a cobertura de cima de uma árvore, com a placa “não deviámos ter descido daqui, agora veja o caos”.

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Meu aniversário – 1 de Março

Dia Primeiro de Março é meu aniversário.
E ai de quem esquecer, heim.
Todos lá.

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