Hoje fui buscar almoço em um restaurante a duas quadras da minha casa, sob um sol de 58º. Era apenas 11 horas de uma manhã que prefiro não qualificar. Rumei para o palácio das quentinhas, mochila nas costas com conteúdo do trabalho, uns papeis, alguns até inéditos na minha memória. Foi quanto, ao avançar metade do caminho, senti um inexplicável aperto no coração. O sol ficou insuportável e eu tive a necessidade urgente de me esconder. Não pude recuar por causa do horário. Comecei com corridinhas, logo após, cansada, entrei em uma loja de conveniências. Circulei um pouco, olhei uns preços e esqueci a onda toda. Voltei à rua e o sol estava muito pior. Continuei o caminho até chegar ao restaurante. Fiz o que tinha que fazer, paguei a conta e saí para esperar a condução que me levou ao trabalho.
Ás 15 e 30 da tarde eu olhava o relógio passar, já dentro do conforto do ar-condicionado e das cadeiras da torre. Foi quando, ao avançar meio expediente, senti um explicável aperto no coração. O conforto ficou insuportável e tive a necessidade urgente de ir pegar um sol.
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