Até hoje eu me culpo por não ter lido aquele livro de nome interessante que emprestei da biblioteca do Centur “Anarquistas, Graças a Deus”. O arrependimento de não tê-lo lido naquela época não é porque eu escutei falar bem, mas para saber exatamente o que acontece na literatura brasileira com a morte da escritora Zélia Gattai hoje, dia 17/05/2008. Alguma coisa séria deve perder. Perde uma escritora mulher. Uma escritora mulher que participava da ABL. Uma escritora mulher que paraticipava da ABL, cadeira 23, e cuja vida esteve ligada à política brasileira. Por aí vai. É o que acontece na literatura brasileira.
Na verdade, esse post parece não fazer o menor sentido já que não demonstrei nenhum sentimento pelo falecimento dela até agora. Mas eu fiquei comovida, sim, e como! Porque vi as fotos dela no portal G1. Um sorriso tão afetuoso que logo percebi que o Brasil perdeu uma das suas mães, avós e mulheres que batalharam a vida inteira para manter uma família coesa, como a família Amado. Zélia é duma época na qual a mulher resistia a tudo o que fosse preciso para ser o elo fundamental entre indivíduos que se amam, mas que, por problemas cotidianos, podem perder a capacidade de se manterem juntos. Dessa Zélia eu sentirei muita falta. Talvez ela tenha escrito algo sobre como ela foi tudo isso durante a vida, mas eu nunca li. Quem sabe um dia eu aprendo.
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