Dogs are everywhere

As mulheres e suas amigas

Eu normalmente nunca falaria sobre isso. Mulheres, amigas, irmãs, mães etc.  Cheguei a uma conclusão extrema, pode ser cópia inofensiva do pensamento de outrem, mas a idéia pretende ser original. Estava pensando um milhão de coisas recentes, aí me veio que… a razão da complicação das mulheres são: as outras mulheres!

Normalmente o destrambelho feminino tem três causas preponderantes que partem de órgãos diferentes do corpo, mas se encontram num lugar só, na cabeça. São eles: os hormônios,  os próprios neurônios e os neurônios das amigas. Os hormônios costumam interferir no humor, na paciência, na temperatura corpórea e outras variações fisiológicas que todo leitor da “Bons fluidos” já se acostumou a lidar; já os neurônios são responsáveis por, bem, na maioria das vezes, o pensamento inteligente – a razão e a falta dela, a comunicação mesmo que seja o tanto de besteira que se fala. Vamos agora examinar os neurônios das amigas.

Imagine você, mulher, adulta, que sabe o que faz, está com um problemaço. A batata está assando e uma decisão precisa ser tomada. O tempo passa e o relógio de pulso D&G falsificado está lá ancorado no braço só para lhe apertar, literalmente. Qual a primeira fonte de sabedoria que lhe passa pela cabeça? Por acaso seria uma outra mulher, aquela de sua preferência, dotada de tantos hormônios e neurônios que nem você? Aposto o D&G falsificado que ela está lá te esperando com respostas meio prontas. Você, que está entre o bem e o mal, entre a sensatez e a loucura, entre o rosa choque e o verde-cheguei. Dependendo da insegurança é preciso consultar mais de dois exemplares femininos, e aí as possibilidades de análise se multiplicam. No fundo você sabe o que fazer. Só quer se certificar de que outras fariam igual. Lá pelas tantas, você encontra não só quem faria o contrário, mas também quem faria de um terceiro modo. Não importa, vocês são amigas, prometidas desde a maternidade, casamento que não se desfaz. Ela é companheira, ela é opinião, ela é o seu segundo cérebro, praticamente a sua consciência, não dá pra desprezar. Além do que não contar com ela(s) nesse momento taaão delicado pressupõe  falta de confiança e fazer diferente do que ela(s) diz(em) acarreta em “Não te disse?”. Agora você já até perdeu o foco da decisão, você está entre agradar uma ou a outra. A história fala mais forte, e sem pensar em você mesma, você vota no pensamento da sua amiga mais antiga, aquela que te acolheu quando ele te deixou, aquela que te chamou para madrinha da pirralhada – o que quer dizer que ela está contando com você no sábado a noite para garantir pipoca de microondas, filminho da Pixar e ela poder sair. Você, amiga leal, escolhe de acordo com os conselhos da mais chegada, faz o que tem que fazer seja lá o que for e, orgulhosa, vai contar para ela. Para sua surpresa… ela pensou melhor, ela ia te ligar até, mas teve de levar um bando de filhos para o colégio e estava atolada até então no conselho de pais, então ela pensou melhor e acha, que no seu caso, você devia escolher o que fazer, afinal a vida é sua e ela não quer ser responsável por nenhum efeito negativo nela. Como o leite derramado não volta para a caixinha, ele azeda antes, você discute ferozmente com a sua amiga até a conclusão de que ela morre de inveja de você e quer o seu mal, óbvio. Vocês deixam de se ligar, e isso pode durar em média alguns dias. Mas, bem observa Montaigne, a insaciável fome da presença física denuncia uma certa fraqueza na fruição mútua das almas e é necessário uma reconciliação – dramática – no happy hour, na faculdade, no passeio articulado pelos respectivos maridos, pelo encontro casual na escola dos moleques, enfim. E já estão prontas para mais uma aventura na piscina olímpica da dúvida, quando vocês reacendem aquela coisa do “conta comigo”  e de cara começam a botar os neurônios para brigar no ringue da política e amizade. A mulher sem amigas pode até ser mais desenvolta, é solta e livre como uma ilha esquecida no final do arquipélago.

Tenho minhas amigas, várias delas imaginárias, e esse texto é para elas.

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O Colecionador

O museu estava bem lotado numa tarde de setembro, com um calor razoável, as crianças, os monitores da escola, as perguntas, as respostas, consequências para a vida inteira. As quinquilharias domésticas antigas chamavam a atenção das meninas, enquanto que os meninos investiam certa atenção nas pinturas e ‘brushworks’ pendurados lá e cá. Vou ser escultor. Não, melhor, pintor! Não, não, vou ser colecionador!. Depois de tantas exclusões e uma decisão importante, o garoto se imaginou como o pessoal que vai ao leilão e compra arte, assim, só para ter. Read the rest of this entry »

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Política 2010

 

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Sarney enumerando as qualidade de se ter um bigode da sorte: "Eu e Nenê (Constantino) usamos".

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O cinema e suas impressões

Você pode assistir a Rambo III várias vezes, mas nenhuma será igual.

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Você encontrou um filme melhor que o livro que o inspirou? Não se espante. Compare o tamanho do investimento.

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Uma modelo ou coisa assim vira atriz. Ela passa um tempo tentando emplacar algo que a dê respeito. Depois que ela consegue provar que consegue atuar, o que mais ela pode fazer? a) engordar 7 kilos para dar sorte. b) fazer par romântico com o Tom Hanks. c) produzir o próprio filme e exagerar na interpretação, quase colocando tudo a perder. d) todas as alternativas anteriores.

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Nós, eu e você, iremos assistir o filme do Michael Jackson por quê? 1) O intuito era assistir Lua Nova, mas achamos que o protagonista de This is it estava pálido o suficiente para convencer como vampiro. 2) No cinema da sua cidade – não brinque com isso, muitas cidades tem apenas uma sala – só tinha vaga para um cartaz contendo gente fardada, então Che ficou de fora. 3) Rolou uma saudade do ídolo da minha tia de segundo grau. 4) Nós quisemos.

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A falta de talento para criar não elimina, de jeito nenhum, o talento para imitar. Graças a isso existe a palavra indústria antes de cinematográfica.

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Há certos batizados especias: "Cadê aquele menino alguma coisa Depp, porra?"

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Bagdad Café

Se não fosse pelo Imposto de Renda, ou pelos financiamentos feitos, ou  a matrícula na repartição, meu nome estaria vagando por aí nos trilhos da independência, como qualquer um daqueles personagens de Bagdad Café. Não sei se queria agora tomar um café preto sem graça num hotel beira da estrada no Arizona, ouvindo – como  e com Jack Palance – aquele inglês herbívoro dos afro-americanos,  mas é, certamente, um refúgio agnóstico, digno de um recomeço para histórias sem fim.

Só me empolguei hoje de assistir pela enésima vez esse filme, durante o nascer-do-sol. Sinal de que será um dia diferente.

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Serviços Gerais

Sei que vai parecer uma daqueles insights clichês que a gente tem depois de ver uma prostituta se vendendo no sinal onde ela provavelmente já deixou de se perguntar diariamente como foi parar ali.

Não precisa susto (ou precisa?) para descobrir que existem pessoas muito mais espertas que você andando por aí, limpando privadas ou conduzindo carros grandes e cuja sobra do salário de um ano não pagaria nem um par de pneus. Eles falam rápido,  mas fazem pouco dinheiro. O único saldo talvez seja a honestidade e a esperança. É bom reconhecer que para o pouco esforço que fiz desde que  vim ao mundo até que estou bem. Reclamarei menos depois deste ponto final.

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Sucesso 2

Qual é o maior problema em cometer erros, falhar, fracassar, ir mal, muito mal? Se ninguém visse o erro, ele poderia ter um efeito colateral muito menor, muito menos arrasador.  Mas não. O fracasso existe porque existe sucesso. Um depende do outro para existir, malignamente ou benignamente. Do mesmo jeito, ter sucesso sem platéia não pode ser considerado um sucesso social, talvez apenas pessoal, não é? Read the rest of this entry »

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“O Mexerico”: presidentes se encontram acompanhados de muitos seguranças

aporrea.org

"Apenas bons amigos." Créditos: aporrea.org

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Born to shop

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Daniel Arantes.

Namoro Shop offline. Ofertas que são a sua cara. Créditos de imagem: Daniel Arantes.

Daniel Arantes.

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Talentos Flutuantes

Existem talentos que eu chamaria de construtivos, os indivíduos os usam a seu proprio favor ou a favor da humanidade por assim dizer. São os que, combinados à sorte, geram frutos bacanas, artísticos, eternos. No entanto, o que me interessa do contrutivo, no momento, é chamar a atenção para o seu irmão obscuro, o outro, que eu denominaria de talento destrutivo.

Assim como o contrutivo, o talento destrutivo precisa da oportunidade para ser desperto. Enquanto inoculado não oferece perigo nenhum. Mas quando o gênio ruim explode, às vezes, não faz muita diferença a categoria educacional ou o código ético a que foi submetido. Acredito existirem personas com habilidades impressionantes para desordens, intrigas, mentiras e crimes frios. Vai ver os criminosos mais brilhantes da história devem ter partilhado maestria semelhante. Veja. O cálculo da destruição é exigente: há manipulação, mentira, ações rápidas e atitudes pensadas. Armadilhas planejadas com antecedência, mas também improvisadas com igual sagacidade. Não estou vendo novelas demais ou fazendo apologia ao crime. É tão doloroso para eu me dar conta de que tem gente ruim de verdade, porque eu sempre fui e continuo sendo partidária da busca pela pureza de caráter, da diferença, que conviver em harmonia com a opinião alheia pode ainda quem sabe salvar o amanhã, da alteridade – meu respeito à antropologia vai longe – mas enfim. (odeio terminar frases com “mas enfim”, significa que fui vencida ou arrematada pela vertente pessimista)

Voltando à mente criminosa, enquanto os indivíduos bons – ou criminosos sem talento – , passam a vida enfrentando as diversas chances de corrupção de forma torturante e se livrando de algumas delas com a conduta invicta, ou enterrado em crises crônicas de consciência, o ardiloso já superou a questão ética. Ele está mais preocupado em agarrar as chances de fazer o errado bem feito. Então, para viver bem o ideal é afastar os bandidos e viver bem com os amigos? A pureza de caráter pode estar entre o rol mais interessante de tudo o que é apenas teoria, uma pena. Por enquanto é mais fácil entender que todos terão uma árvore no meio do éden pessoal pra resolver o que fazer da maçã. Há quem vá comer a maçã, passar uma rasteira na serpente e enganar o Criador.

Quero todo mundo cantando! Abrindo a bo-qui-nha! Ou eu atiro na Natalia!

"Quero todos cantando Beijinho doce! Abrindo a bo-qui-nha! Ou eu atiro na Natalia!"

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